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Confira 12 novelas “proibidas” que agora podem ser reprisadas

Divulgação / TV Globo
Wagner Moura e Camila Pitanga em cena de “Paraíso Tropical”
No final de agosto, as emissoras de TV foram surpreendidas com a derrubada da obrigatoriedade da Classificação Indicativa imposta pelo Ministério da Justiça. O Supremo Tribunal Federal considerou a prática ilegal.
Com a alteração, programas recomendados para maiores de 16 anos, por exemplo, poderão ser exibidos a qualquer hora do dia, apenas com um selo de recomendação etária. A nova regra beneficiará diretamente os canais abertos, que agora terão a chance de reprisar novelas antes consideradas impróprias para a faixa vespertina.
A Classificação Indicativa sempre esbarrou na edição de tramas inéditas ou em suas reprises. Cenas de consumo de drogas ilícitas, como da personagem Mel (Débora Falabella) em “O Clone”, ou de violência explícita, como a surra que Clóvis (Dalton Vigh) deu em Sônia (Paolla Oliveira) na novela “O Profeta”, foram vetadas no “Vale a Pena Ver de Novo”.
Como a mudança na Lei é recente, nenhuma emissora confirmou a reapresentação de folhetins “proibidos”. No entanto, as opções a partir de agora são muito maiores.
Confira:
Divulgação / TV Globo
Maior sucesso dos últimos anos, “Avenida Brasil” poderá ser exibida sem cortes
“Avenida Brasil” (2012)
O fenômeno de João Emanuel Carneiro seria impensável no “Vale a Pena Ver de Novo” antes da mudança da Lei, ao menos sem cortes grotescos em sua edição. Agressão verbal e física, cenas de violência, narração detalhada de crimes e consumo de drogas lícitas, presentes na história, só poderiam ser exibidos após às 20h. A cena de assassinato do Max (Marcello Novaes), por exemplo, não iria ao ar de forma explícita. Com a mudança da Lei, já podemos torcer pela volta do embate antológico entre Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves).
Divulgação / TV Record
“Poder Paralelo” mostrou a máfia como ela é
“Poder Paralelo” (2008)
Repleta de cenas que indicavam consumo de drogas ilícitas, sexo, brigas conjugais e muita violência, “Poder Paralelo” foi classificada pelo autor Lauro César Muniz como uma novela adulta, “sem tramas fantasiosas”. O protagonista da história, Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes), que era um dos integrantes da máfia, protagonizou diversas cenas polêmicas, entre elas a que ele espancava Rudi (Petrônio Gontijo), deixando o irmão em uma cadeira de rodas. A produção sofreu forte resistência até mesmo na Record, que considerou a história pesada demais. No entanto, o folhetim poderia ser reprisada com maior facilidade a partir de agora.
Divulgação / TV Globo
Trama de João Emanuel Carneiro foi recheada de cenas fortes
“A Favorita” (2008)
Sem a alteração na Lei, “A Favorita” nunca ganharia uma reprise nas tardes da Globo. O motivo é o excesso de cenas de violência, que com cortes na edição deixariam a trama incompreensível. Mortes com requintes de crueldade e sadismo, como a dos personagens de Gonçalo (Mauro Mendonça) e Dodi (Murilo Benício), seriam impensáveis na faixa. Além disso, a trama abordou a violência contra a mulher, através da personagem Catarina (Lilia Cabral).
Divulgação / TV Globo
Novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares teve cenas de violência e sexo
“Paraíso Tropical” (2007)
Outra novela que sofreria cortes absurdos no “Vale a Pena Ver De Novo” seria “Paraíso Tropical”. O assassinato de Taís (Alessandra Negrini), um dos momentos mais importantes da história, receberia várias cortes. Além disso, as cenas politicamente incorretas do casal bandido da trama, Olavo (Wagner Moura) e Bebel (Camila Pitanga), seriam parcialmente vetadas. Com a liberação, teremos a oportunidade de assistir uma novela de “catiguria”.
Divulgação / TV Record
Violenta, novela da Record teve que ser reprisada pela primeira vez no fim de noite
“Vidas Opostas” (2006)
Um dos maiores sucessos da dramaturgia da Record, “Vidas Opostas” retratou o Rio de Janeiro sem o glamour que estamos acostumados a ver em outras produções. A trama de Marcílio Moraes foi recheada de cenas de violência e uso de drogas ilícitas, e em sua primeira semana de exibição teve sua classificação indicativa alterada de 12 para 14 anos. Em 2012, a Record exibiu uma reprise da trama às 23h, mas não obteve a audiência esperada. Apenas este fato atrapalharia um novo repeteco nas tardes da emissora.
Divulgação / TV Globo
Cenas fortes fizeram “América” fugir do “Vale a Pena Ver de Novo”
“América” (2005)
Você já deve ter se perguntado o porquê de “América” nunca ter sido reprisada na Globo. A trama de Glória Perez fez sucesso na época e é uma das reprises mais pedidas do público, mas a Classificação Indicativa seria o maior problema para uma reexibição. A trama teve cenas de nudez e, além disso, abordou a Experiência de Quase Morte vivida pelo personagem Tião (Murilo Benício). As sequências seriam muito fortes para a faixa da tarde. Muitos críticos de TV, no entanto, acreditam que a polêmica travessia ilegal de Sol (Deborah Secco) aos Estados Unidos seria o maior veto ao “Vale a Pena Ver de Novo”.
Divulgação / TV Globo
Queridinha dos telespectadores, “Celebridade” poderia voltar a ser exibida
“Celebridade” (2003)
“Celebridade” endossa a lista de novelas mais pedidas pelo público do “Vale a Pena Ver de Novo” e do canal Viva. A trama de Gilberto Braga é recheada de cenas fortes, como o assassinato misterioso de Lineu (Hugo Carvana) e a morte de Laura (Cláudia Abreu). Os cortes dessas cenas seriam cruciais para o entendimento da história, e por isso a Globo nunca cogitou reexibir a trama. Com a flexibilização da Lei, o folhetim protagonizado por Malu Mader pode voltar à cena a qualquer momento.
Divulgação / TV Globo
Globo já tentou reprisar “Porto dos Milagres” por pelo menos duas vezes
“Porto dos Milagres” (2001)
Em 2005, a Globo tentou reprisar pela primeira vez “Porto dos Milagres” e enviou capítulos editados ao Ministério da Justiça, mas a trama de Aguinaldo Silva foi barrada pelo órgão, que alegou que o material continha “linguagem degradante e violência” e “cenas de relação íntima”, não podendo ser exibida antes das 20h. Tempo depois, a Globo editou mais uma vez o folhetim, cortando ainda mais cenas consideradas impróprias, e enviou ao MJ, mas a decisão de veto foi a mesma. Com a liberação, “Porto dos Milagres” pode entrar na fila do “Vale a Pena Ver de Novo” em breve.
Reprodução: SBT
Adulta, “Amor e Ódio” foi repleta de cenas de sexo, banhos de rio e traições
“Amor e Ódio” (2001)
Classificada nos anos 2000 como imprópria para menores de 14 anos, por conter cenas de “tensão, violência e conflitos”, “Amor e Ódio” nunca ganhou uma reexibição no SBT. Com uma excelente média de 16 pontos, mesmo enfrentando “O Clone”, da Globo, a trama contou com diversos atores de peso em seu elenco, como Suzy Rêgo, Daniel Boaventura, Jonas Mello, Genézio de Barros e Gésio Amadeu. Em 2006, a emissora de Silvio Santos cogitou reprisar o folhetim como substituta de “Rebelde”, mas esbarrou mais uma vez na Classificação. A trama está na lista das novelas mais pedidas pelos telespectadores do SBT.
Divulgação / TV Globo
Excesso de violência tornou “A Próxima Vítima” uma novela proibida no “Vale a Pena Ver de Novo”
“A Próxima Vítima” (1995)
Reexibida no “Vale a Pena Ver de Novo” em 2000, “A Próxima Vítima” sofreu com gigantescos cortes em sua edição, comprometendo toda a sua história central. A trama de Silvio de Abreu foi compactada em apenas 110 capítulos, 93 a menos que sua exibição original. Na faixa das 14h, a Globo foi obrigada a revelar os assassinatos de forma implícita, diferente de como foi ar originalmente. Nos dias atuais, no entanto, o folhetim não sofreria com tantos cortes.
Reprodução / TV Globo
Polêmica em forma de novela, “Tieta” é um dos maiores sucessos da dramaturgia
“Tieta” (1989)
Com inúmeras cenas de nudez, “Tieta” teria bastante dificuldade para uma possível reprise antes da nova regra. Baseada no romance de Jorge Amado, a trama de Aguinaldo Silva contou com várias tramas polêmicas, incluindo a relação incestuosa de Tieta (Betty Faria) com o sobrinho seminarista Ricardo (Cássio Gabus Mendes) e os crimes de pedofilia praticados pelo coronal Artur da Tapitanga (Ary Fontoura). Caso fosse reprisada, muitas dessas cenas ainda poderiam sofrer cortes na edição, já que o Supremo deixou claro que, apesar da mudança, deve prevalecer o bom senso das emissoras e que abusos poderão render punição às mesmas.
Divulgação / TV Globo
Fenômeno de audiência dos anos 80, “Vale Tudo” poderia ganhar reprise nos dias atuais
“Vale Tudo” (1988)
Marco na história da dramaturgia nacional, “Vale Tudo” é outro exemplo de que com a limitação da classificação indicativa, nunca ganharia uma reprise nos dias atuais. A trama de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva discutiu sobre corrupção e o “jeitinho brasileiro”, e não abriu mão de cenas polêmicas. Apenas com a mudança na regra garantiria que o grande acontecimento da história, o assassinato misterioso de Odete Roitman (Beatriz Segall), seria exibido sem cortes.

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