domingo, 18 de setembro de 2016

Benedito Ruy Barbosa e atores globais falam sobre morte de Domingos Montagner

Benedito Ruy Barbosa e atores globais falam sobre morte de Domingos Montagner

Benedito Ruy Barbosa, que assina a autoria de "Velho Chico", é um dos mais abalados. O autor, no alto de seus 50 anos de carreira, já enfrentou diversos problemas ao longo de suas tramas - mas nada que se comparasse a perder um protagonista, ainda mais nas circunstâncias em que a morte do ator ocorreu - afogado no rio São Francisco, tema de sua história.
 
"Eu estou sentindo uma tristeza profunda como há muito tempo não sentia. Nós perdemos, além de uma belíssima pessoa, um belíssimo homem com um coração de ouro e também um ator que só dava alegria pra gente. O trabalho que ele vinha desenvolvendo em Velho Chico foi muito bom. Ele sempre foi um grande talento. Eu lamento profundamente, não tenho palavras para dizer o que estou sentindo com essa tragédia toda que acompanhei desde o desaparecimento dele. Fiquei rezando para que acontecesse um milagre. Nós perdemos um dos melhores atores que tínhamos e uma pessoa que deixará muita saudade para todos", desabafou o roteirista.
 
Benedito Ruy Barbosa é o autor de "Velho Chico"
 
O diretor artístico de "Velho Chico", Luiz Fernando Carvalho, também comentou a morte de Domingos:  "Estamos todos muito tristes. Muito! E com a sensação de que somos todos um só! Uma desolação só! Estamos todos aqui, juntos! Mais que juntos: unidos pela presença luminosa de um grande amigo e artista".
 
Selma Egrei, que interpreta a Encarnação na história de Benedito Ruy Barbosa, prestou homenagem à memória do ator. Eles, inclusive, haviam trabalhado juntos em "Sete Vidas" no ano passado e se reencontraram neste ano.
 
"Quero agradecer por ter tido a oportunidade de encontrar o Domingos, que é, além de um ator maravilhoso, um colega fantástico, um ser esplendoroso, iluminado. Muito bom ter podido trabalhar com ele em 'Sete Vidas' e agora em 'Velho Chico'. Quero me despedir agradecendo por tantas vezes ter me deparado com aquele sorriso e afeto que ele tinha", disse.
 
Marcelo Serrado, o Carlos Eduardo da história de Benedito Ruy Barbosa, deixou sua mensagem: "Perdi hoje um grande amigo, um grande parceiro. Descansa em paz meu amigo que no mundo da criatura você cumpriu seu papel brilhantemente. Saudades eternas!!!!!". 
 
Zezita Matos, a Piedade, classificou Domingos Montagner como "um filho": "Foi, de fato, um filho. Ele era uma pessoa muito carinhosa, com quem aprendi a gostar como amigo, nas discussões.  Ele era uma pessoa muito humana e muito lúcida. O Domingos era um ator que entendia o papel. Ele era generoso. Ele tem o que todos os atores devem ter: a generosidade. Foi um grande momento da minha vida conviver com ele".
 
Domingos Montagner e Débora Bloch em "Sete Vidas"
 
Por fim, um dos depoimentos mais densos foi o de Débora Bloch, atualmente no ar em "Justiça". Ela foi o penúltimo par romântico do ator nas novelas. Em "Sete Vidas", de Lícia Manzo, finalizada em 2015, Débora viveu a Lígia, par romântico de Miguel, interpretado por Montagner. Os dois também haviam trabalhado juntos em "Cordel Encantado" (2011).
 
"Eu estou muito triste. Fizemos vários trabalhos juntos e ficamos muito amigos. Eu o amava como alguém da minha família. Ele era uma pessoa muito especial, doce, generoso, amigo. Alguém que você queria estar perto, alegre, divertido, cheio de humor. Era um homem do palco, do circo, um artista completo, talentoso e cheio de recursos. Tive com ele uma parceria muito especial e rara em cena. Eu adorava  contracenar com ele. Ele tinha inteligência cênica,  paixão pelo trabalho e era um ator que jogava junto, muito parceiro e generoso.Está muito difícil pensar que perdemos o Domingos, não consigo me conformar. Uma perda enorme, triste, de um grande ator, um companheiro maravilhoso, e um amigo muito especial e querido", disse.
 

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