quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Fim trágico de Djanira provoca reviravolta em ‘A regra do jogo’, como separação de Tóia e Juliano

Djanira vai morrer em “A regra do jogo” e provocará uma reviravolta na trama das nove Foto: João Cotta / Rede Globo/Divulgação
Filipe Isensee
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Um tiro certeiro no peito vai tirar a vida de Djanira. A sequência — prevista para ir ao ar no dia 19 e adiantada pelo blog da Telinha —, além de pôr fim ao marcante papel de Cássia Kis em “A regra do jogo”, expõe as feridas e os ecos de dores antigas, ainda não cicatrizados. A morte atordoa e distribui tristeza na mesma medida, especialmente entre os que conviveram intimamente com a professora, na beleza do amor ou na aspereza do ódio. Os destinos de Romero (Alexandre Nero), Tóia (Vanessa Giácomo), Juliano (Cauã Reymond) e Zé Maria (Tony Ramos) parecem quebrados ao sabor amargo desse desfecho. Assim, com pouco menos de um mês no ar, João Emanuel Carneiro faz com que os principais personagens da trama reconstruam e repensem suas trajetórias.
— Essa é uma característica minha. Eu crio desta forma, escrevo assim. Não sou muito de guardar histórias. Gosto deste ritmo. Se fosse diferente, não aprovaria o resultado final, arrastado — garante o autor, em sua terceira novela no horário nobre.
Acredito no bem e no mal. Mas acho que todos nós podemos transitar por esses dois caminhos
João Emanuel Carneiro, autor
A via-crúcis de Djanira foi construída desde o primeiro capítulo, quando é obrigada a fazer uma cirurgia delicada. A convivência com os filhos, biológicos ou não, e a relação com Zé davam a perspectiva de sua força, mas também de seus sofrimentos. Basta ver a perplexidade no rosto dela ao intuir que o homem sempre defendido por ela com o ardor de mulher apaixonada pode não ser inocente — a cena, que mostrou o aperto de mãos entre Zé e Romero, encerrou o capítulo de ontem. Corajosa, Djanira vai atrás da verdade, confrontando os envolvidos.
— É, sem dúvidas, um momento importante para Djanira. Isso faz com que ela olhe para a vida sob uma nova perspectiva e muda a relação que a personagem tem com as pessoas, especialmente, as da sua família — diz João Emanuel.
O caminho da morte
A dúvida instaurada não a deixa sossegar e ladrilha, de certa forma, o caminho tortuoso da morte. O fatídico dia, ironicamente, anunciava um momento feliz e muito aguardado por ela: o casamento de Tóia e Juliano. Antes do último suspiro, ainda nos braços da filha de criação, ela suplica, sussurrando: “Quero fazer um pedido... um último pedido... antes deu morrer. Eu quero que vocês me prometam que vocês vão se casar. Só assim eu vou conseguir partir tranquila”. O casal promete, embora Tóia, silenciosamente, saiba que o desejo está longe de ser realizado — a jovem desconfia cada vez mais de seu noivo e briga com ele.
Não sou muito de guardar histórias. Gosto deste ritmo
João Emanuel Carneiro, autor
Um tiroteio entre polícia e membros da organização criminosa assusta os moradores do Morro da Macaca, ferindo gravemente Djanira. Zé acusa Tio (Jackson Antunes) de ter feito o ataque, mas ele nega. Dante (Marco Pigossi) garante que a bala não foi disparada pelos agentes que o acompanhavam. Entre heróis e bandidos, acusações de todas as partes: verdades e mentiras, dúvidas e certezas se entrelaçam, criando o tecido no qual “A regra do jogo” desfia seus fios — veja abaixo as consequências do assassinato. Fiel ao estilo de João Emanuel Carneiro, a morte de Djanira cria a estrutura propícia para o autor mover suas peças e discutir a dubiedade — o que é certo, o que é errado ? — que habita em todo e qualquer ser humano, culpados ou inocentes.
— As pessoas são assim. Alguém honesto pode cometer deslizes sem ser mau-caráter. Essa é uma das questões abordadas na novela. Acredito no bem e no mal. Mas acho que todos nós podemos transitar por esses dois caminhos, sem sermos rotulados como exclusivamente vilão ou santo — diz o autor.
Os desdobramentos da morte
Acusações
Zé Maria discute sobre a responsabilidade em relação à morte de Djanira. “De qualquer maneira, ela sabia demais. A gente sabe que ela não ia durar muito”, minimiza Tio. Zé pensa em Romero como o assassino, mas o chefe da facção refuta: “Romero não mata nem barata”.
Zé Maria em
Zé Maria em "A regra do jogo" Foto: João Miguel Junior/Rede Globo/Divulgação
Briga do casal
Tóia, por sua vez, culpa Juliano e Zé Maria pelo que aconteceu. “Assassino, filho de assassino! Você e seu pai mataram a minha mãe! Vocês dois só atraem coisa ruim, morte e tragédia”, grita ela. O lutador tenta tranquilizá-la: “Você não está raciocinando. Você me conhece da vida toda. A gente tem que ficar junto”, pede, sem sucesso.
Tóia e Juliano em
Tóia e Juliano em "A regra do jogo" Foto: Alex Carvalho/Rede Globo/Divulgação
Revelação
Numa conversa com Dante, Juliano revela que Djanira era mãe de Romero. O policial vai tirar satisfação com o pai, que confirma: “Eu era... Fui órfão mesmo. Fui abandonado. Vou te explicar tudo, Dante, mas não agora. E nem aqui”.
Dante e Romero em
Dante e Romero em "A regra do jogo" Foto: Paulo Curi/Rede Globo/Divulgação
Tóia e Romero
Para se aproximar mais de Tóia, Romero a convida a passar um tempo na sua casa. A jovem surpreende todos e aceita o convite.
Tóia e Romero em
Tóia e Romero em "A regra do jogo" Foto: Rede Globo/Divulgação

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