quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

‘Pé na Cova’ estreia como possível último trabalho de Miguel Falabella como ator; Veja entrevista!


Nova série do ator e roteirista estreia hoje.
Nova série do ator e roteirista estreia hoje.
Desde 2009 sem atuar na televisão, com o fim da série “Toma Lá, Dá Cá”, Miguel Falabella volta à grade da Globo hoje à noite, com a estreia de “Pé Na Cova”, seriado do qual, além de ser um dos protagonistas, ele também é roteirista. No melhor estilo Família Adams, Falabella brinca com a morte por meio de histórias engraçadas e personagens bizarros que cercam o clã dos Pereira, donos de uma funerária.
“Resolvi escrever ‘Pé na Cova’ quando imaginei como seria a Família Addams do subúrbio carioca, após assistir ao musical da Broadway. A morte tem uma imagem muito mórbida no Brasil, mas não é ela quem protagoniza o seriado. Na verdade, a tônica são os personagens, cheios de imperfeições e praticamente absurdos, que sobrevivem da morte. As histórias são muito loucas, mas o bacana é que existe uma relação humana entre eles, e essas relações prevalecem no final”, explica Falabella.
Apesar de novamente apostar em famílias de classe média do subúrbio, como ocorreu em “Sai de Baixo” e o já citado “Toma Lá, Dá Cá”, Falabella revela que a família de “Pé na Cova” – no ar às quintas-feiras, após o “Big Brother”, é completamente diferente das criadas anteriormente. “As famílias que eu crio têm sempre alguma coisa irreverente, uma característica fora do comum, mas que existe na vida real. Em ‘Pé na Cova’, a família Pereira sobrevive da morte, não tem dinheiro para nada, não tem instrução e é completamente louca”, descreve. “Esta série é diferente de tudo o que já escrevi, apesar de também ter uma família. O seriado é ácido e gótico, mas é costurado com afeto.”
Ambientado no Irajá, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, o seriado tem 14 personagens fixos, que tentam lidar com seus sonhos e frustrações de forma muito bem humorada.
Falabella dá vida a Ruço. Ele é o patriarca da família, que toca a F.U.I – Funerária Unidos do Irajá. Ele herdou o negócio do pai. Com o objetivo de incrementar o faturamento, ele instala uma capela para velar os defuntos ali mesmo, o que só aumenta as confusões.
A série pode ter gosto de despedida para o público, já que este pode ser o último trabalho de Miguel Falabella como ator. “Cogito parar de atuar, porque gosto de escrever e quero me dedicar a isso. Mas, claro, pode aparecer um projeto maravilhoso que me faça querer voltar”, conta.

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