quinta-feira, 19 de abril de 2012

Lauro César Muniz admite erro em “Máscaras” e comenta baixa audiência

No ar há pouco mais de uma semana na grade de programação da Record, “Máscaras” já vem passando por problemas de audiência. 
A novela de Lauro César Muniz está sucedendo “Vidas em Jogo”, que não chegou a ser considerada um grande sucesso mas que vinha mantendo seus números sempre na casa dos dois dígitos e com ampla vantagem sobre a terceira colocada – o que agora não se consegue mais.
 
Com sete capítulos exibidos, “Máscaras” amargou um dígito de média em cinco deles e a terceira colocação em um (na última terça-feira, 17). 


Lauro, que criou a história e que a escreve com Renato Modesto e alguns colaboradores, conversou com o jornalista Daniel Castro e admitiu que errou ao inovar na narrativa escolhida para o folhetim. “Eu radicalizei, adotei uma estrutura de leque (…) Acreditei que a trama forte e instigaste segurasse o telespectador. Houve uma perda de uns 20%. Muito grande”, constatou o roteirista. 
A estrutura de leque citada por Lauro é vista a partir da apresentação de núcleos, que ocorre de forma gradativa. Os primeiros capítulos focaram na depressão pós-parto e no sequestro de Maria (Miriam Freeland) e no decorrer dos capítulos seguintes que outros núcleos ganharam forma, como o do grupo de amigas, a doença de Sônia (Bruna di Tullio) e o encontro no cruzeiro, que dará partida a toda história.
 


 
Outro motivo que Lauro salienta como razão para a queda de “Máscaras” está na ausência de alegria e felicidade: “É uma novela com temas muito fortes: depressão pós-parto (DPP), um sequestro com bebês envolvidos, uma garota morrendo com câncer, uma festa de descasamento. Não acenei para a alegria e a felicidade. Fui radical e estou pagando por isso”.
Questionado sobre mudanças, o autor da Record preferiu adotar uma postura cautelosa. “Eu já ultrapassei o capítulo 40. Não vou mexer em nada até aí. Seria desorganizar uma história que está muito bem amarrada”, disse.
 
Ele se mostra confiante na recuperação: “A novela vai reagir. Calculo umas duas semanas ainda. Há que fazer alguns acertos (sempre normais) com relação à realização que ainda grava capítulos mais baixos: acelerar o ritmo das cenas, buscar mais dinamismo, cuidar de alguns detalhes no visual”.
 


Por fim, Lauro César Muniz afirmou que haverá mudanças a partir do capítulo 40 porém não na temática da novela, que continuará sendo policial.
 
As alterações deverão ficar no campo da narrativa: “Estou discutindo com meus companheiros de trabalho um formato ligeiramente mais explícito, para um público menos habituado aos thrillers (histórias policiais). Vou desmascarar alguns personagens mais cedo, esclarecer um pouco mais os enigmas (máscaras), fazer temporariamente um balanço para o telespectador mais passivo. Confio plenamente na percepção da grande maioria do nosso público. Tenho testado, conversado com pessoas mais simples, estão entendendo tudo, estão curiosos, querem saber o desenrolar da trama”.

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