sexta-feira, 2 de março de 2012

Final feliz e emocionante em A Vida da Gente


A novela que arrebatou o coração do público terminou sem surpresas, mas com aquele clima de "final feliz" que deixa todo mundo suspirando. Depois de meses de muito sofrimento, conflitos familiares e grandes lições de vida, o saldo final foi de uma história encantadora, que vai deixar muita saudade.

O quarteto amoroso principal encontrou o equilíbrio perfeito para cuidar de Júlia (Jesuela Moro). Ana (Fernanda Vasconcellos) e Rodrigo (Rafael Cardoso) encerraram de vez sua história de amor através de e-mails, nos quais relembravam tudo o que viveram juntos, desde a infância. Enquanto os dois narravam tudo, várias cenas antigas passavam pela tela, dando a entender que aquele ciclo estava fechado.

Rodrigo e Ana entenderam que havia chegado a hora de seguirem em frente com as novas histórias que construíram. Ele, ao lado de Manu (Marjorie Estiano), a companheira de tantos anos. Ana voltou para Lúcio (Thiago Lacerda), que por incrível que pareça a perdoou por tantos abandonos. No final, ao som de "Oração ao Tempo", Júlia passeia pelo parque de mãos dadas com suas duas mães e seus dois pais.

Alice (Sthefany Brito) conseguiu conviver em paz com suas famílias: o pai biológico Renato (Luiz Carlos Vasconcelos), os pais adotivos Cícero (Marcelo Airoldi) e Suzana (Daniela Escobar) e as irmãs por parte de mãe, Sofia (Alice Wegmann) e Bárbara (Pietra Pan).
Marcos (Ângelo Antônio) terminou a trama do mesmo modo que começou. Ele se envolveu com outra mãe carente, interpretada por Rosana Garcia. Já Dora (Malu Galli) encontrou a felicidade nos braços de um primo de Celina (Leona Cavalli), um homem "sensível, mas com os pés na realidade".
Lourenço (Leonardo Medeiros) e Celina viveram felizes para sempre ao lado de seus dois filhos, Tiago (Kaic Crescente) e o recém-nascido Bernardo. O professor finalmente voltou a escrever um livro, intitulado "A Vida da Gente".

Senti falta de uma punição para Jonas (Paulo Betti), que acabou bem ao lado da secretária Ângela (Sílvia Massari). Se bem que ele continou um homem solitário, sem o amor dos filhos e mergulhado no trabalho, o que já é um grande castigo. Cris (Regiane Alves) voltou a ser personal trainer e já começou a mirar um novo coroa rico.

Eva (Ana Beatriz Nogueira) também permaneceu a mesma de sempre, mesmo com a tentativa falsa de se aproximar de Manu na saída do hospital, quando levou um prato de sopa para a filha. No final, ela acabou revelando que só fez isso por pressão de Ana. A sábia dona Iná (Nicette Bruno) constatou que aquilo era o melhor que Eva poderia fazer e que o maior castigo era ser do jeito que ela era, o que a levaria a continuar solitária.

Vitória (Gisele Fróes) é outra que terminou sem ninguém, já que não perdoou Mariano (Francisco Cuoco) por suas falcatruas. Amargurada, ela olhou com ressentimento para um cartaz com a foto da filha Sofia, que se tornou uma tenista de sucesso.

Ao final do capítulo, Iná fez um belo discurso no meio de um de seus bailes. Ela ressaltou a importância do tempo, que continua passando e deixando marcas em todos nós. O tempo passou, a novela chegou ao fim, mas as cenas inesquecíveis e diálogos emocionantes ficarão na memória de muitos telespectadores. O elenco inteiro acertou, mas os destaques foram Marjorie Estiano e Fernanda Vasconcellos, que com certeza viveram seus melhores momentos na telinha. A pequena Jesuela Moro também impressionou com seu talento de gente grande. Há muito tempo não havia um fenômeno como esse na teledramaturgia, espero que Lícia Manzo venha com novos trabalhos futuramente, sempre levando emoção ao público.
O segredo do sucesso de A Vida da Gente foi a simplicidade, mas sem deixar de ser intensa e dramática em vários momentos. A novela mostrou que não é preciso inventar mistérios, crimes sem solução ou vilões cruéis para prender a atenção do público. Foi justamente por retratar situações que poderiam acontecer com qualquer um de nós que a trama deu certo. Na vida real, ou melhor, na vida da gente, não há mocinhos ou vilões. Assim como as heroínas Ana e Manu, todos estão sujeitos a errar e acertar, basta deixar a coração falar mais alto.

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