sábado, 14 de janeiro de 2012

‘Rei Davi’ usa linguagem coloquial e cores de quadros renascentistas

A minissérie Rei Davi, que estreia dia 24 na Record, usará linguagem coloquial, e não rebuscada, como costumam ser as versões televisivas da Bíblia.
“É comum nesse tipo de obra se usar uma linguagem rebuscada. Em Rei Davi, optamos por uma linguagem coloquial, mas não popular”, diz Edson Spinello, diretor-geral da minissérie.
Ou seja, Leonardo Brício, intérprete do protagonista Davi, não aparecerá falando gírias. Mas também não falará palavras difíceis. Nem de forma impostada ou declamada.
A opção por uma interpretação e por diálogos naturalistas são mais uma decisão mercadológica do que artística. Com uma linguagem coloquial, Rei Davi fica mais acessível às classes C, D e E.
Com 29 capítulos, a um custo total de R$ 25 milhões, Rei Davi contará a história do pastor de ovelhas que se torna rei de Israel, da adolescência aos 70 anos.
Renascimento
Na definição da fotografia e da direção de arte de Rei Davi, Spinello usou como referências artistas da Renascença, como ficou conhecido o período na história da arte compreendido entre os séculos 14 e 16 e que substituiu a concepção de mundo medieval por uma visão humanista e baseada na ciência.
Michelangelo, Leonardo da Vinci e Rafael são alguns dos artistas do Renascentismo. Mas foi principalmente nas cores de Michelangelo Caravaggio que Spinello buscou inspiração.
“Eu falei para minha equipe: Deus é protagonista desta série. Então eu quero que o céu seja como um quadro da Renascença, que tem força, drama e intensidade”, lembra o diretor.
Então, após as gravações, as imagens foram tratadas em computador, tiveram suas cores realçadas. O céu ficou mais azul ou avermelhado.
Outro elemento bastante presente em Rei Davi é a fumaça.
“A gente usa muita fumaça para dar peso e densidade à cena. A fumaça faz o raio de luz aparecer. Isso não foi usado à toa. Na época de Davi, se usava muita fumaça, queimava-se muito carvão”, diz Spinello.
Com informações de Daniel Castro.

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