segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Minissérie ‘Rei Davi’ estreia na Record nesta terça

Homem que derrotou o gigante Golias numa luta, o protagonista de “Rei Davi”, um herói que também comete erros e vive conflitos internos como qualquer ser humano, terá todas as faces de sua personalidade reveladas na terceira minissérie bíblica produzida pela Record. Primeira obra neste formato com cenas gravadas fora do país — no Canadá —, a superprodução em 29 capítulos estreia nesta terça-feira, às 23h.
— A história tem suas partes de guerra, mas, da mesma maneira, abre espaço para a dramaturgia. A trama trará muitas crises existenciais, emoções conflitantes e desejos reprimidos. A saga de Davi não é só sobre o guerreiro, mas sobre o homem. Com seus defeitos e medos — explica o diretor-geral Edson Spinello.
Com 42 personagens, a minissérie também foi gravada na cidade cenográfica montada no Recnov, estúdio da Record no Rio, e em locações em Diamantina, Minas Gerais, que farão as vezes de um deserto. A trama, escrita por Vivian de Oliveira, será exibida sempre às terças e quintas-feiras.
O diretor de teledramaturgia da Record, Hiran Silveira, garante que “Rei Davi”, obra que trará ainda impressionantes cenas de batalha com dezenas de figurantes multiplicados graças aos efeitos digitais, está um passo adiante das minisséries produzidas pela emissora anteriormente — “A história de Ester” (2010) e “Sansão e Dalila” (2011).
— Estamos acumulando conhecimento sobre este tipo de conteúdo histórico e será o maior investimento neste formato da Record até o momento. O custo por episódio está em torno de R$ 850 mil — informa o diretor.
Escolhido por Deus para ser o rei de Israel, o protagonista é vivido por Leandro Leo e Leonardo Brício. Enquanto o primeiro interpreta a fase jovem de Davi, o segundo surge como o personagem dos 28 aos 70 anos.
— Penso muito nas escolhas que faço ao escalar o elenco. Vejo características do próprio ator que têm a ver com o personagem fisicamente e até na personalidade — justifica Spinello.
O papel principal deu trabalho aos seus intérpretes. Leandro atuou na aguardada cena de luta de Davi contra Golias e Leonardo, que encarou outras sequências de batalha, amargou alguns acidentes de percurso.
— Caí do cavalo, que afundou a pata na areia. Mas não me machuquei. E também cortei a mão ao gravar as cenas de luta — enumera Leonardo.
Antes do começo das gravações, o elenco passou por treinamentos que duraram dois meses. Os atores que participaram das sequências de batalha se estenderam um pouco mais e aprenderam a lutar com espadas e escudos, de acordo com as técnicas da época, e praticaram equitação.
Todos também estudaram os costumes e o contexto histórico daquele tempo (a trama começa por volta de 1035 a.C.). As mulheres fizeram ainda aulas de dança judaica. Os passos serão mostrados nas cenas de comemorações como casamentos e nascimentos.
Leonardo está envolvido com o trabalho desde maio do ano passado:
— Tive uma preparação como a maioria dos atores que fazem estas tramas de época. Fizemos aulas de hebraico e de luta. Só não precisei aprender equitação por já ter feito isso em trabalhos anteriores — diz, citando a novela “O rei do gado” (1996) e a minissérie “A muralha” (2000), ambas da Globo.
Caçula de sete irmãos, Davi, filho de Jessé (Clemente Viscaíno) e Edna (Ângela Leal), vive uma relação controversa com o rei Saul (Gracindo Jr.), que o inveja. Depois de ganhar fama ao matar o gigante filisteu Golias com sua funda, ele se torna um grande guerreiro. E se casa com a manipuladora e dissimulada Mical (Maria Ribeiro). Ela e Merabe (Camila Rodrigues) são filhas de Saul, que, mais tarde, passa a perseguir Davi.
— Esta é uma história que está no inconsciente das pessoas e estamos fazendo um trabalho quase que como no cinema. A minissérie terá um cunho muito mais histórico do que bíblico. Acontecem muitas passagens fortes, como assassinatos bárbaros — situa Leonardo.
Homem de fé inabalável, Davi tem a vida marcada pelo trágico envolvimento com Bate-Seba (Renata Dominguez). A jovem é casada com Urias (Alexandre Barillari), um dos soldados do exército do próprio Davi.
O rei de Israel terá várias mulheres e concubinas e será pai de muitos filhos. Entre os seus herdeiros estão Amnon (Roger Gobeth), Tamar (Julia Fajardo) e Absalão (Léo Rosa), que passará por uma tragédia familiar provocada, em grande parte, pelo envolvimento de Davi com Bate-Seba.
Além de toda a preparação física para interpretar o personagem, Leonardo precisou encarar um exercício de paciência durante as quase cinco horas que passava na cadeira de maquiagem antes de viver Davi aos 70 anos.
— Eu não reclamo. Não é sempre que a gente tem essa oportunidade de participar de uma história tão rica. Cheguei a gravar duas fases do personagem no mesmo dia. A caracterização está muito bem feita e a gente percebe o investimento $produção nos figurinos, no cenário e na direção de arte — afirma o protagonista.
Este é o quarto trabalho do ator, de 48 anos, na Record. Longe das novelas da Globo desde “Da cor do pecado” (2004), ele assinou contrato longo com o atual canal depois de trabalhar em “Cidadão brasileiro” (2006).
Na emissora, o ator esteve ainda nas novelas “Luz do sol” (2007) e “Chamas da vida” (2008). Nesta última, fez o protagonista, o bombeiro Pedro Galvão, um de seus trabalhos preferidos na Record.
— Em “Chamas” tive a oportunidade de passar um ano atuando em um universo que eu nunca tinha feito. Mas de todos os meus papéis, o Davi está no topo da dificuldade — compara.
Ao contrário de atores como Gabriel Braga Nunes e Marcelo Serrado, que voltaram para a Globo depois de um tempo na Record, Leonardo afirma nunca ter sido sondado para um possível retorno.
— Não sou o tipo que fica buscando isso. Tenho contrato até 2014 e o trabalho sempre veio até mim. Mas tenho certeza de que, se não estivesse na Record, eu poderia estar fazendo algo com a Denise Saraceni, por exemplo — diz, citando a diretora com quem trabalhou em “Anjo mau” (1997) e “Da cor do pecado”.
Com informações do site ‘Extra’

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